Tecnologia na contabilidade: o contador como CEO

Tecnologia na contabilidade: o contador como CEO

por Atracto

É nítido que a tecnologia vem revolucionando o mercado da contabilidade no Brasil e no mundo. Porém, as novas ferramentas trazem junto uma preocupação com a qualidade dos processos e da entrega de resultados para os clientes. Os escritórios estão preparados para usar a tecnologia a favor? Os contadores sabem desempenhar seus novos papéis? Quais são as mudanças que as empresas precisam encarar? Como proceder?

Essas preocupações são legítimas e foram levantadas no 8º ENECONT, um evento de empresas contábeis que aconteceu durante o mês de novembro no Rio de Janeiro, organizado pelo Sescon-RJ (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis). Profissionais do setor destacam que o contador também deve ser um empresário e gestor como um todo, preocupando-se não apenas com a técnica de trabalho, mas principalmente com o resultado entregue e com o nível de performance do cliente.

Para Anderson Lam, diretor de Produtos da Auditto, o contador é muito mais que apenas um funcionário que entrega as obrigações e calcula os impostos. “Hoje, com a tecnologia e com as informações que a gente consegue agregar junto à contabilidade com o sistema Auditto, a utilização da nossa plataforma faz com que o contador saia da caixinha de ser apenas um funcionário e atingir o patamar de empresário”, destaca Lam.

É a mesma linha de pensamento de Roberto Duarte, conselheiro da Fortes Tecnologia e da Omiexperience. Para ele, a principal mudança que uma empresa de contabilidade precisa passar é adequar as habilidades dos funcionários para funções de alto valor agregado: “hoje você tem um empresário querendo pagar imposto e o governo querendo receber, e no meio do caminho existe um contador para ‘atrapalhar’. Se você não coloca a tecnologia para substituir realmente esse papel de funcionário do Fisco, você não vai conseguir prestar o serviço num bom nível de qualidade. Para isso é preciso usar a tecnologia ao máximo para ganhar produtividade e deixar o ser humano preste o serviço que ele sabe fazer melhor que a máquina, que é o serviço consultivo, o serviço de alto valor, para agregar qualidade e melhorar a performance do seu cliente”.

Para Duarte, o ponto de maior pressão nas empresas contábeis atualmente é o desempenho de qualidade em várias frentes, onde o patamar de atuação das contabilidades está elevado pela concorrência de mercado. “Você deve se preocupar não mais com cumprimento de obrigações, mas com a melhoria de performance, do desempenho das empresas que são clientes. Isso leva os escritório uma mudança de patamar onde, ao invés de você só entregar para os seus clientes a conformidade legal e o cumprimento de obrigações, você procura olhar o desempenho melhorá-lo”, destaca o conselheiro.

Sobre esse novo conjunto de habilidades de um contador, Celso Teixeira, gerente de Inside Sales da Auditto, salienta que “o que acontece atualmente é um movimento geral no mercado contábil onde o contador é que é o empresário. Hoje ele já sentiu que se ele atende empresas que necessitam dessa auditoria, que têm grande volume de dados, que são do lucro real ou presumido, que têm um cadastro vasto de obrigações e produtos, ele sabe que já não consegue mais sobreviver com tecnologia limitada. O mais importante hoje é o avanço da tecnologia para tais situações, sobretudo depois do projeto SPED, quando ficou muito complicado para contabilidades que são resistentes e que não estão íntimas com tecnologia. Para elas, atender esse tipo de cliente é complicadíssimo. Sendo assim, nossos parceiros hoje são aqueles que realmente querem e têm consciência dessa necessidade”.

Dessa forma, é possível dizer que o real valor das mudanças causadas pela inserção da tecnologia na contabilidade se dá principalmente em dois aspectos: produtividade e eficiência na gestão. Com a inserção da tecnologia, as responsabilidades do contador passam a ser muito mais da ordem gerencial do que operacional, sendo importante salientar que a função das ferramentas digitais são agilizar processos essenciais e eliminar os dispensáveis.

“O maior poder que o contador pode ter em mãos é obter o maior número de informações de uma maneira rápida, simples e fácil de acessar. É isso que a gente leva com o sistema Auditto para as contabilidades, trazendo essas informações do Fisco de uma forma muito simples para o contador. Com esse sistema auditor, a grande vantagem é que as informações trazidas são as informações que de fato a empresa prestou ao Fisco, ou seja, são dados seguros para se trabalhar”, reforça Lam.

A inovação tecnológica já está transformando a imagem e participação do profissional da contabilidade, reforçando seu papel como personagem primordial na tomada de decisões estratégicas dos negócios dos clientes. Sendo CEO do seu trabalho, cabe ao contador traçar as metas e cuidar do cliente como se fosse seu próprio negócio. A realidade é que o profissional que não se adaptar às novas tecnologias perderá lugar no mercado perante quem está especializado.

Post by Saulo Novaes

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